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Notícias da Churrasqueira

Cerveja artesanal é pauta na Revista Mundo Cidade

15 de dezembro de 2011

Em sua quinta edição, a revista Mundo Cidade trouxe uma matéria especial sobre cervejas artesanais. Confira:

Seja para brindar a vida ou reclamar de algo que não anda muito bem, a cerveja sempre tem seu espaço numa roda de amigos. Não por acaso, é uma das bebidas mais consumidas no mundo inteiro. Na hora de pedir a 'gelada', há os que prefiram a 'numero um', a 'sem comparação' ou a 'que desce redondo'.

Mas há, ainda, um grupo de pessoas que não abre mão da cerveja produzida em baixa escala, com cuidados especiais e uma mistura diferenciada de ingredientes, que proporcionam também uma experiência gastronômica - são as chamadas cervejas artesanais. Embora ainda seja um mercado pequeno se comparado ao das cervejas industrializadas, ele já ganhou espaço e apreciadores no Brasil inteiro- entre os mineiros então, nem se fala!

Segundo levantamento feito pelo Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas de Minas Gerais, o Sindbebidas, o estado já é o maior produtor de cervejas artesanais do país, seguido por Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Assim como todo produto artesanal, este tipo de cerveja também é feito de maneira manual, com muita atenção e cuidados especiais.

Cervejeiro desde 1996, Antero Fernandes revela que o segredo é usar o mínimo possível de equipamentos aromatizados. "Você trabalha com a sua arte, com a sua mão, e com os seus sentidos". E na tão conhecida briga entre "quantidade x qualidade", o cervejeiro Cristiam Rocha garante que a qualidade leva a melhor. "A produção artesanal não está preocupada com o volume. Ela se preocupa com a identidade do produto, com o estilo - ainda que seja uma cerveja completamente inovadora e medita".

Sim! Identidade, estilo e personalidade são algumas das características das cervejas artesanais. Elas exploram uma infinidade de sabores, cores e aromas e, assim como os vinhos, também são refinadas e podem variar, seja na textura, no teor alcoólico ou no processo de fermentação.

Ao contrário da maioria dos consumidores de cerveja industrializada, os degustadores (isso mesmo, degustadores!) da bebida artesanal não escolhem a cerveja pela marca, mas pelo estilo, que varia, principalmente, de acordo com o tipo de leveduras usadas, dos maltes e do lúpulo.

E possível, ainda, dividi-las em dois grandes grupos: as de alta fermentação, chamadas de Ale, e as de baixa fermentação, conhecidas como Lager. A partir daí, há uma série de outras classificações. As cervejas industrializadas, por exemplo, são as Pilsen, do tipo Lager, que são amargas, de coloração dourada e bastante transparente. E o gênero mais conhecido e consumido em todo o mundo.

O empresário Augusto França e degustador de cerveja artesanal há nove anos. Conheceu a bebida por indicação de amigos e desde o início, sempre teve preferência pelas cervejas de trigo. Segundo ele, a qualidade e o sabor são os grandes diferenciais.

Para quem não se contenta em ser apenas consumidor e tem interesse em fabricar a própria cerveja, seja apenas por hobby ou como fonte de renda, a boa notícia é que o processo de produção é simples! A cerveja artesanal é feita a partir de quatro ingredientes básicos: a água, o malte, o lúpulo e o fermento. A água corresponde a 90% da matéria-prima empregada na fabricação e a principal informação que o cervejeiro deve saber e o PH da mesma, que pode influenciar diretamente no resultado final.

Já o malte, que é produzido a partir da germinação interrompida dos grãos cereais e responsável pela cor e pelo corpo da cerveja, influenciando também no sabor e aroma. Já o lúpulo é uma planta que da a identidade de muitas cervejas. Contribuem para o amargor, o aroma e o sabor, além de ajudar na remoção de algumas proteínas indesejadas, por possuir propriedades bactericidas. Ele é considerado 'o tempero da cerveja'! Por fim, o fermento ou levedura é o elemento responsável por consumir os açucares presentes no mosto e liberar o álcool e o gás carbônico.

Mas, de nada adianta saber combinar todos esses ingredientes sem, no entanto, obedecer às regras básicas de uma cervejaria que, segundo Antero, são três: higiene, higiene e higiene! "Se você fizer um bom trabalho, com assepsia e dentro das regras, você vai ter sucesso. Não vai produzir cervejas azedas, com gostos estranhos e aromas que não são legais. A base é essa: trabalhar com os equipamentos mais higiênicos possíveis".

Depois de tanto falar sobre cerveja artesanal, não ha maneira mais apropriada para terminar esta matéria, senão convidando para um brinde! Com tantas opções, difícil mesmo vai ser escolher por qual estilo começar.

 

DICAS:

Como guardar

De preferência, em pé Assim, diminui o contato com o ar e evita que a cerveja fique "choca".

Copo

O formato depende do tipo que cerveja que vai ser consumida. Porém, uma regra não muda: o copo deve ser muito bem lavado antes do consumo. Restos de gordura ou sabão prejudicam o colarinho.

Como servir

E aconselhável que a bebida seja derramada aos poucos e o copo esteja inclinado a, aproximadamente, 45 graus em relação à mesa.

Temperatura

"Estupidamente gelada" é pura jogada de marketing. A temperatura baixa ao

extremo pode amortecer as papilas gustativas e dificultar a degustação.

Colarinho

A espuma ajuda a preservar o aroma e o sabor da cerveja ao beber. O ideal é que a bebida seja servida com um colarinho de 2 a 3 dedos.

 

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